99% dos apostadores cometem esse erro Faça parte do 1%

99% dos apostadores cometem esse erro | Faça parte do 1%

É fato, 99% dos apostadores cometem esse erro ao iniciar nas apostas esportivas e a grande maioria, ainda continua a cometê-lo acumulando grandes prejuízos (muitas vezes imperceptíveis) no longo prazo.  Mas, que erro seria esse?

Bom, trata-se de um erro comum a todos, não só no setor das apostas, mas praticamente em todos os setores que envolvem saída e entrada de dinheiro. Porém, como o nosso foco aqui são as apostas, o exemplo que vamos usar para descrever esse erro é baseado na realidade do apostador. Mas, nada impede você de adaptá-lo aos seus próprios investimentos e corrigi-los.  Feitas as ressalvas, vamos direto ao ponto:

Incongruência de recursos aplicados no investimento

Agir de forma incongruente ao aplicar recursos no investimento pode parecer um erro óbvio à primeira vista, e até é, mas quando mensuramos os dados e comparamos com a realidade percebemos que alguns pontos cegos surgem, isso faz com que erros simples fiquem de fora do nosso radar, causando prejuízos imperceptíveis no curto prazo, porém, devastadores no longo prazo.  

Mas, antes que surja a dúvida se de fato apostas são realmente um investimento vamos verificar as suas definições:

Investimento: aplicação de recursos, sejam eles, tempo, esforço, dinheiro, etc. Com o objetivo de receber algo em troca. Baseando se, em eventos futuros que podem ou não ocorrer.

Aposta: Então, vamos definir o termo, aposta e compará-lo com a nossa definição de investimento: apostar nada mais é do que aplicar tempo, esforço ou dinheiro com o objetivo de receber algo em troca, baseando se, em eventos futuros que podem ou não ocorrer.

Ou seja, apostar e investir possuem a mesma definição, mas o que faz com que um seja tratado diferente do outro? Primeiro, é preciso entender que não existe diferença, mas sim percepção de risco. Desconsiderar a definição de investimento pelo risco que ele oferece, resulta em desinformação e riscos ainda maiores. 

Por exemplo, quando classificamos investimentos de baixo risco, como certos ou seguros e investimentos de alto risco, como um “não investimentos”, incertos e/ou inseguros. Corremos o risco de não verificar o valor real daquele investimento, investindo alto em pouco ou nenhum resultado e desperdiçando grandes oportunidades de investir pouco e obter grandes resultados. 

No entanto, investir sem considerar o risco real do investimento pode gerar o erro que 99%, não só dos apostadores, mas todas as pessoas comentem. Ou seja, a incongruência de recursos aplicados no investimento.

Percepções e o Preço Justo do Risco

Como vimos, o erro cometido pela maioria das pessoas  é aplicar recursos em investimentos baseado-se apenas em percepções, sem considerar o preço real do risco. Porém, como calcular o preço justo do risco que seu investimento está gerando? Bom, a resposta para essa pergunta vale um bilhão de dólares! Isto é, se você é capaz de identificar o preço justo de um risco, logo é possível determinar se  vale ou não a pena investir nele, pois então, saberá se o preço daquele risco condiz com valor esperado.

Ficou confuso? Calma, irei explicar  de uma maneira mais simples utilizando o exemplo superficial da compra de uma ação na Bolsa de Valores:

 Quando compramos uma ação, estamos comprando uma parte da empresa e a nossa intenção é que ela valorize para que no futuro seja possível negociá-la obtendo lucro.

O preço da ação é determinado pelo valor da empresa, o problema é que este preço é subjetivo, ou seja, ele pode ou não ser justo.  Com isso, temos três hipóteses de preço:

Justo: Se o preço é justo, logo investir nessa ação não nos trará grandes lucros. E muitas das vezes ainda ficaremos no 0 a 0.

Acima do valor: Se o preço é acima do valor, então ao comprar essa ação no logo prazo teremos prejuízo, pois o preço cobrado é acima do valor.

Abaixo do valor: Agora quando encontramos uma ação com muito valor, mas com o preço abaixo do que realmente vale, então devemos comprá-la, pois o valor esperado será positivo.

Bom, mas se é assim, então basta comprar sempre ações com o preço abaixo do valor, certo? Certo, porém o problema é identificar o preço justo da ação. A dificuldade de encontrar o preço justo não só das ações, mas de todos os investimentos é o motivo pelo qual 1% da população mundial se destaca dos outros 99%.

Apostar é precificar

E como a precificação (dar o preço justo), pode ser aplicado nas apostas? Essa é uma pergunta com resposta simples, mas que exige determinação. O primeiro passo é identificar se a aposta é realmente precificável ou se ela já está precificada com um preço injusto. Importante deixar claro que a partir do momento em que a aposta já é precificada com um valor fixo e injusto então o que temos não é uma aposta e sim um jogo de azar.

Para fazer essa distinção vamos usar o exemplo da roleta européia ao jogar nas cores preta e vermelha e com  as apostas esportivas especificamente em um jogo de futebol no mercado de over e under gols 2,5 ( total de gols em um jogo, over que dizer acima e under quer dizer abaixo, over 2,5 = 3 gols ou mais, under 2,5 2 gols ou menos)

Roleta Europeia

A roleta europeia é dividida em 37 números ou casas, numerados de 0 a 36. Sendo que os números de 1 a 36 intercalam entre preto e vermelho, já o número zero é destacado pela cor verde. Quando você acerta uma das cores o cassino te paga   1 para 1 ou seja estamos falando de uma odd (probabilidade) fixa de 2,00 ou seja 1 dividido por 2 igual a 50%.

Exemplo: para cada R$1,00 jogado, se ganhar, você ganha R$2,00 o seu R$1,00 mais  R$1,00 de lucro.

O fato é que este preço é injusto pois o preço certo seria 2,05. ou seja para cada R$1,00 o retorno deveria de ser R$2,05 sendo R$1,05 de lucro. Isso porque é preciso levar em consideração a casa verde com o número zero que faz com que a probabilidade correta seja de 48,65%.

Pode parecer uma variação extremamente pequena, mas é o suficiente para garantir lucro a longo prazo para o cassino e prejuízo para o jogador. Lembre-se que se o preço é justo não temos lucro e permanecemos no zero a zero!

Apostas Esportivas

no futebol quando olhamos para o mercado de over e under 2,5 a princípio podemos dizer que diferente da roleta  as chances são de 50% ou seja ou acontecem 3 gols ou mais, ou não acontecem. No entanto, é preciso notar que no futebol as chances são diferentes das cores fixas: preta, vermelha e verde da roleta. Temos centenas de fatores que podem ser mensurados alterando a probabilidade de haver mais ou menos gols em uma partida.

Estamos falando de fatores internos e externos que vão desde a capacidade atual de um jogador marcar até a uma possível crise do clube interferindo no desempenho dos atletas.

Logo, fica praticamente impossível ter um preço objetivo e justamente por isso as apostas esportivas são consideradas um investimento diferente dos jogos de azar. Ou seja, que tem a capacidade de avaliar melhor o preço da odd ganha. Portanto, trata-se de habilidade e não de sorte. Sendo assim, apostar é precificar.

Virando a Chave | Exercícios

Ok, foi preciso aprofundar um pouco mais na questão para esclarecer algumas coisas que pareciam ser óbvias, mas não eram . Porém, agora que você compreende o conceito e importância de precificar e principalmente entendeu que existe uma enorme diferença entre jogos de azar e apostas…

[Note que toda essa volta foi preciso, pois muitos ainda relutam em negar que apostar é literalmente investir.]

Agora que tal ampliar a sua visão, saindo literalmente fora da caixa? O que estou propondo, é que você reduza tudo a investimentos e distribuição de recursos. 

Ao fazer esse exercício você pode começar classificando as suas atividades que envolvam saída de recursos com objetivos de retorno. Use as classificações para indicar o nível do risco. 


Veja o exemplo abaixo e utilize-o de acordo com a sua realidade:

 

INVESTIMENTO

NÍVEL

RECURSOS

Trabalho Formal  ou Empreendimento Comum

Baixo Risco

50%

Títulos, Ações, etc.

Risco Médio

40%

Apostas Esportivas

Alto Risco

10%

Como podemos ver na tabela acima ao classificarmos os investimentos pelos riscos, temos melhor controle sobre a quantidade de recursos que aplicamos. A incongruência acontece quando os recursos não condizem com o investimento.

Veja abaixo o exemplo de uma incongruência de recursos aplicados no investimento:

 

INVESTIMENTO

NÍVEL

RECURSOS

Trabalho Formal  ou Empreendimento Comum

Baixo Risco

10%

Títulos, Ações, etc.

Risco Médio

40%

Apostas Esportivas

Alto Risco

50%

É fácil notar que ao aplicarmos os investimentos de forma incongruente estaremos expostos a perder grande parte do nosso capital.

Assimilando o Exercício

A ideia desse exercício, é identificar o nível de risco de cada investimento e se os recursos que estão sendo aplicados, realmente  são congruentes. Faça observações e responda as questões:

  • Primeiro é preciso separar os investimentos dos jogos de azar.
  • Jogos de azar são para entretenimento apenas.
  • Segundo não confunda o seu perfil com a distribuição de recursos. 
  • Se o seu perfil é agressivo, seja agressivo respeitando o limite do risco, nunca ultrapasse os 10% em um investimento de alto risco.
  • Classificar os riscos nem sempre é uma tarefa fácil, exige experiência.
  • Não se prenda ao exemplo, às vezes você pode possuir mais tipos de investimentos e com certeza cada um deve ser analisado separadamente.
  • Nem sempre um empreendimento é considerado risco baixo
  • Qual a proporção de distribuição dos seus recursos hoje?
  • Os seus recursos estão de acordo com os riscos?
  • Por fim, lembre-se de investir apenas naquilo que você conhece e domina, nunca invista sem antes conhecer, nunca aposte sem antes precificar!

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